sexta-feira, 15 de maio de 2009

Algodão Amargo (Eclesiastes 1:1-6:9)



Pr. Davi Merkh (Professor do Seminário Palavra da Vida em Atibaia-SP)

Certa vez o pai de dois meninos, um otimista e outro pessimista, decidiu que tais perspectivas extremas poderiam prejudicar suas vidas. Tinha que fazer algo para equilibrá las. Então comprou cada brinquedo popular que podia, e colocou os no quarto do pessimista. Depois comprou um caminhão cheio de esterco, que depositou na garagem para o otimista.

Na próxima manhã, ele viu seu filho pessimista assentado no seu quarto, chorando. "Porque você não está brincando com seus novos brinquedos?" ele perguntou."Papai, tenho tanto medo que vou quebrá-los" ele lamentou.

Então o pai, um pouco decepcionado, foi para a garagem, e observou seu filho otimista brincando na pilha de esterco: "O que você está fazendo?" ele perguntou, incredo."Ó, papai" exclamou o filho, "Tenho certeza que aqui vou achar um cavalinho para mim em algum lugar!"

Otimismo e pessimismo . . . são duas perspectivas extremas sobre a vida, lentes coloridas através das quais percebemos e interpretamos toda a vida. Certa vez alguém descreveu o pessimista como "Alguém que se sente ruim quando se sente bem, por medo de que vai se sentir pior quando se sente melhor". Outro definiu o otimista como alguém que tem 3 filhos jovens e somente um telefone. . . "O otimista dá risada para esquecer. O pessimista esquece de dar risada. . . .O otimista inventou o avião; o pessimista, o pára quedas."

Todos nos já passamos por momentos difíceis na vida, quando só pudemos enxergar o preto da vida. Tudo parecia errado, nada satisfazia. Mas também já experimentamos os momentos de alegria em que tudo parecia "mil maravilhas". Qual destas perspectivas estava certa--a pessimista, ou otimista?

A resposta é "ambas" e "nenhuma". "Ambas", porque sem dúvida a vida nos proporciona momentos alegres e tristes. "Nenhuma", pois falta uma perspectiva mais equilibrada. É esta perspectiva realista que encontramos num livro pouco entendido da Bíblia. É um livro voltado para o jovem que gosta de pensar sobre o significado da vida, sobre o paradoxo deste mundo de festas e funerais. Este mesmo livro tem sido atacado tanto pelo seu aparente "pessimismo" quanto pelo seu conselho "libertino-otimista" ("comer, beber e divertir-se"). A realidade é que este livro, o livro de Eclesiastes, nos presenteia com uma filosofia de vida prática, equilibrada e radical.

Parte do problema é a maneira como Eclesiastes começa: "Vaidade de vaidades, vaidade de vaidades" diz o Pregador. "Tudo é vaidade". Quem introduziria um bestseller desta maneira hoje? Mas esta tese do autor precisa ser entendida à luz do livro todo. Descobrimos que "vaidade" é a conclusão do homem que olha para o mundo com a perspectiva "debaixo do sol", ou seja, com olhos humanos. A frase se repete 33 vezes no livro, e revela a futilidade de "correr atrás do vento" (9x), deixando Deus do lado de fora do nosso universo. Como autor Charles Swindoll explica, "Alegria horizontal não permanece! Precisamos por em ordem nossa vida vertical!"

O autor deste livro é identificado como "o Pregador", filho de Davi, rei em
Jerusalém. O melhor candidato é Salomão, tido como o homem mais sábio na face da terra. Mas se Salomão era tão sábio, como podia cometer tantas besteiras como ele mesmo descreve em seu livro? Como podia escrever um livro como Eclesiastes, se de fato caiu em quase todos estas aberrações?

A razão é simples: De todas as pessoas que já viveram, Salomão tinha mais condições para descobrir se alguma coisa, qualquer coisa, era capaz de satisfazer o coração humano. Ele era o primeiro grande "biólogo" (estudante de vida) que experimentava no laboratório de vida para descobrir uma fórmula para significado verdadeiro "debaixo do sol". No capítulo 2:1-11 ele alista algumas destas experiências: planos e projetos, fama e fanfarra, posses e poder. Mas a conclusão depois de tudo isso era a mesma--"vaidade de vaidades!"

O termo "vaidade" ocorre 37x no livro e é traduzida de várias maneiras. Seu significado em Is. 57:13 é "vapor", e isso nos dá uma dica à idéia aqui: "Vapor de vapores, tudo é um vapor". Em outras palavras, "debaixo do sol" nada permanece ou satisfaz o coração humano. Tudo é como "algodão amargo" comprado nas farras da vida. No início parece doce, mas logo derrete e deixa um sabor ruim na nossa boca. Comentarista Derek Kidner diz que a "vaidade" da vida sem Deus é como "um pouquinho de fumaça, uma rajada de vento, um simples sopro nada que se possa pegar com as mãos, a coisa mais próxima do zero."
Vida sem Deus é assim--não faz sentido, não tem substância, não permanece e não satisfaz. (1:3-11). Isso porque a vida (sem Deus) é composta de
a. Ciclos Viciosos (3 7) (tudo continua, menos o homem)
b. Insatisfação (8): (este mundo nunca nos satisfará completamente)
c. Nada Novo (9,10) (tudo que é já foi e será outra vez)
d. Nada Lembrado (1:11) (dentro de poucas gerações tudo que era tão importante para nós será esquecido. Dentro de 4 gerações provavelmente ninguém debaixo do sol lembrará do meu nome, muito menos as coisas que achei tão significativas.
Por que a vida sem Deus é vazia? Salomão responde a pergunta no capítulo 3, vs. 11: "Deus pôs a eternidade no coração do homem"! Em outras palavras, existe um buraco-tamanho-Deus no interior do homem, e somente um relacionamento com o Criador é capaz de preencher este vácuo (12:1). Como Agostinho disse séculos atrás, "Senhor, tu nos fizeste para ti mesmo, e o nosso coração não descansa, até que descanse em ti."
"Salomão tentou espremer o suco de significado das pedras secas de vida debaixo do sol, mas não conseguiu nada que realmente dava 'vida em abundância'" (McGee) Este fato nos leva a reflexão: O que realmente vale a pena nesta vida? Para que estou gastando minha energia, meu talento, meu dinheiro? Se tudo debaixo do sol, sem Deus, será esquecido, qual a razão de viver? Como devemos viver? A resposta? Olhar por cima do sol! Precisamos examinar nossas vidas para determinar se estamos fazendo investimentos eternos, ou simplesmente brincando no esterco de um mundo condenado, esperando achar algo que realmente valha a pena. Precisamos fazer investimentos que permanecerão para sempre:
Na Palavra de Deus
Na Pessoa de Deus
No Povo de Deus
Podemos resumir a mensagem desta parte do livro da seguinte maneira:"Debaixo do sol há dor de infernoMas o temor do Senhor traz valor eterno"
Em outras palavras, para não terminar sua vida com mãos cheias do vento mas um coração vazio, é necessário adquirir um relacionamento íntimo e pessoal com Deus através do seu Filho Jesus Cristo. Só esta perspectiva realista e "por cima do sol" é capaz de dar significado para a vida. Se não, estaremos tão desequilibrados como o otimista ou pessimista. No fim, ambos descobrirão que suas bocas estão cheias de algodão amargo.
Perguntas para Discussão
1) Avalie esta declaração: "A vida não examinada não vale a pena ser vivida."
2) Você já experimentou a frustração de pensar que havia criado algo novo, só para descobrira verdade de Ec. 1:9 "O que foi, é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol." Como que uma perspectiva correta de Deus pode ajudá-lo?
3) Faça uma lista das "experiências de vida" feitas por Salomão em 2:1-11, e procure exemplossemelhantes no mundo atual. Por quê estas coisas não satisfazem?
4) Leia o poema sobre "Um Tempo para Tudo" em 3:1-14. Como que "tempos determinados" poderiam nos desanimar? Como que a perspectiva "de cima do sol" (divina) ajuda (veja 3:14)?
5) Um desafio: À luz de 3:11 e 14, que tipo de investimentos devo fazer com minha vida? Cp. Sl. 90:10,12

Entendendo o Arrependimento de Deus, do Homem e o Remorso


Introdução:
Deus volta atrás em algo que Ele determina? É possível que Deus faça algo e mude de idéia depois?
Gn. 6:5-7 – Esse texto tem sido usado por muitos para afirmar que Deus é fraco. É importante que nós, cristãos, possamos saber explicar o que significa o arrependimento de Deus.
Nosso propósito é diferenciar 3 situações que normalmente levam o mesmo nome, mas são totalmente diferentes entre si. As 3 situações são: 1) O arrependimento de Deus; 2) O arrependimento do homem; 3) O Remorso.
1 – O Arrependimento de Deus:
Na língua hebraica, as palavras que são traduzidas como “arrepender-se” e “arrependimento” raramente são usadas no Velho Testamento com referência a homens. Essas palavras são freqüentemente aplicadas a Deus.
No hebraico, duas palavras são traduzidas para o português como “arrependimento”:
NÂHAM – Se refere a Deus
SHÜBH – Se refere ao homem; significa girar, retornar (Is. 55:7 – converter)
Mas Deus se arrepende? Se Ele se arrepende, como é esse arrependimento? O arrependimento de Deus é uma mudança no proceder e nas atitudes para com o homem. Deus é imutável em Seus pensamentos e propósitos. (Tiago 1:17)
Deus não se arrepende de seus pensamentos e propósitos Santos e de Seus planos. (Nm. 23:19; Jr. 4:28). Mas Deus altera sua atitude com o homem, de acordo com a atitude do homem com Deus. (Gn. 6:5-7; Êx.32:14; 1 Sm.15:11; 2 Sm.24:16; Jr.18:7-11; Jr. 26:3,13,19; Jr. 42:10; Jl.2:13; Am. 7:3,6; Jn.3:9,10; Jn. 4:2).
O arrependimento de Deus depende do nosso arrependimento. Se nos mudamos nossa atitude com o pecado, abandonando-o, Deus também mudará sua atitude conosco, nos abençoando ao invés de nos punir com justiça. Se desobedecemos a Ele, Deus se arrepende (muda sua atitude conosco) do bem que faria a nós se tivéssemos feito Sua vontade. É isso que é relatado claramente em Jr. 18:7-11.
2 – O Arrependimento do Homem:
O arrependimento de Deus, consiste apenas em uma mudança de atitude para com o homem. Já o arrependimento do homem tem algo a mais. O arrependimento do homem é uma mudança de mente (pensamentos e propósitos) e atitudes. É uma mudança radical de pensamento, atitude e direção.
METÁNOIA – É a palavra grega que significa “mudança de mente” e que é traduzida para o português como arrependimento. Essa palavra é usada apenas para o homem e nunca usada para designar o arrependimento de Deus. (Mt. 3:8; Mc.1:4; Lc. 15:7; At.20:21). A palavra grega PARÁNOIA significa loucura, insensatez. Quem não pratica METÁNOIA, acaba praticando uma PARÁNOIA.
Mesmo que a Bíblia em português use a palavra “arrependimento” para Deus e o homem, há uma grande diferença entre as duas situações. No Novo Testamento, arrependimento significa “mudança radical de pensamento, atitude e direção” direcionado ao homem (metánoia). No Velho Testamento, a palavra hebraica dirigida ao homem como arrependimento é shübh e significa “retornar; converter”. É voltar-se do pecado para Deus (2 Rs.17:13; 23:25; Is.19:22; 55:7; Jr.3:12,14,22; Ml. 3:7)
O arrependimento verdadeiro acontece numa pessoa quando o Espírito Santo a convence de seu pecado e ela transforma radicalmente seu pensamento, sua atitude e direção. (Rm. 12:1,2; 2 Co.5:17).
Você tem vivido esse arrependimento?
3 – O Remorso:
Alguns colocam o remorso como sinônimo de arrependimento, mas, há uma grande diferença entre os dois.
Remorso é uma tristeza mórbida e morosa que não produz mudança no pensamento, nem na atitude e nem na direção.
METAMÉLOMAI é a palavra grega usada no Novo Testamento para designar remorso e pesar.
2 Co.7:9,10 – Tristeza que produz morte (remorso)
Mt. 27:3-5Judas teve remorso e não arrependimento.
Hb. 12:17Esaú chorou de remorso, mas sem mudança de mente, atitude e direção.
Lc. 18:18-23O jovem rico se entristeceu, mas sem mudar sua atitude.
A tristeza do arrependimento, leva a uma mudança de pensamento, atitude e direção. O remorso apenas traz tristeza que não leva a pessoa a nada.
Conclusão:
Você tem feito Deus se arrepender do bem ou do mal sobre sua vida?
Você tem produzido fruto digno de arrependimento ou de remorso? (Mt. 3:8)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O que a Bíblia fala sobre o Céu ?

A Bíblia fala sobre o céu como um lugar maravilhoso e extraordinário. Vejamos algumas características do céu que a Bíblia nos mostra:

a) O céu é um lugar espiritual (Ap.21:1-3)
É impossível a qualquer pessoa viva fisicamente poder ver ou participar do céu. Ele é um lugar espiritual e não físico. O crente só tem condições de ver e participar literalmente do céu após a sua morte ou após a volta de Cristo.

b) O céu é o lugar da habitação de Deus (Ap.21:3)
O anfitrião é o próprio Deus. Em vida aqui na terra, nós não temos condições de imaginar como Deus é; apenas sabemos que Ele é espírito (Jo.4:24). O céu é o lugaro onde Deus reina, observa e dirige seu povo nesta mundo e onde Ele sustenta todas as coisas.

c) O céu é o lugar onde não existe tristeza nem sofrimento (Ap.21:4)
O céu é um maravilhoso oposto desse mundo que vivemos onde há tantas tristezas, dores e prantos. Deus tem o desejo de enxugar pessoalmente toda lágrima de seus filhos ao chegarem no seu novo lar celestial eterno.

d) O céu é o lugar onde está a cidade santa (Ap.21:9-11)
A cidade santa é a Nova Jerusalém que desce do céu. Essa maravilhosa cidade tem muralhas de pedras preciosas (vs.19-21) e toda a cidade é de ouro puro (vs.18)

e) O céu é o lugar onde não há noite, nem luz (Ap.21:23-25)
Lá a luz elétrica não existe. Toda a iluminação vem da glória de Deus.

f) O céu é o lugar onde não há pecado (Ap.21:27; 22:3)
Nada contaminado pelo pecado penetrará neste magnífico lugar.

Como o céu é o lugar da habitação de Deus, Ele tem também o propósito de fazer desse maravilhoso lugar, a habitação de seus filhos (Ap.21:27; Jo.14:1-6)

Somente aqueles que tem seus pecados perdoados e lavados pelo sangue de Jesus e o nome escrito no Livro da Vida poderão passar sua eternidade no céu. (Ap.20:11-15; 21:27)

Você já está pronto para ir pra lá?

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O que a Bíblia fala sobre o Inferno?

A Bíblia tem praticamente muito mais a falar do inferno que do céu. A ênfase é dada para alertar as pessoas sobre a realidade do inferno e do céu e dos eternos e graves prejuízos de acabar indo para este terrível lugar de punição e sofrimento eterno.
A Bíblia apresenta várias características do inferno. Vejamos algumas:

a) O inferno é um lugar de extremo sofrimento eterno (Ap.20:10; Mc.9:43-48)
O sofrimento é extremo porque o nível do sofrimento é o mais alto; “fogo inextinguível” (Mc.9:43); “onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga” (Mc.9:44,46,48). Além de ser o mais alto nível de sofrimento, ele também não tem fim.

b) O inferno é um lugar de remorso (Lc.16:19-31)
Nesta passagem, vemos o rico transtornado e cheio de remorso por não ter decidido, em vida, mudar sua situação e agora naquele lugar de tormento, nada mais podia ser feito e só lhe restava sofrer. Sua situação era impossível de ser alterada.

c) O inferno é um lugar de vergonha e horror (Dn.12:2)
Esse texto mostra a realidade da ressurreição e a realidade que uns serão ressuscitados para estar eternamente na vergonha e no horror eterno.

d) O inferno é um lugar de desespero (Pv.11:7)
Quando o incrédulo morre, sua esperança também morre, ficando no lugar da esperança, o desespero, pois tal pessoa sabe que nunca mais ela poderá sair daquela situação triste e terrível, daquelas dores, sofrimentos, gritos e gemidos que serão companhia eterna para ele.

e) O inferno é um lugar de escuridão (2 Pe.2:17)
Essa passagem fala dos falsos profetas e do lugar que lhes espera após a morte; um lugar de trevas negras e eternas.

É importante considerar também o fato de que Deus criou o inferno para o diabo e seus anjos. Quando usaram o seu livre-arbítrio para decedir em obedecer a Deus ou não, Deus deixou claro que haveria consequências para quem decidisse escolher a não servi-lo. Os anjos que desobedeceram, juntamente com seu líder, Satanás, tiveram um lugar especialmente criado para passarem sua eternidade, e esse lugar é o inferno (Mt.25:41).

É importante salientar que a Bíblia mostra que há divisões no inferno:
a) Hades ou Seol
– É o lugar de punição onde estão os não salvos que já morreram.

b) Tártaro – É o lugar de punição onde estão os demônios. É o lugar onde o diabo ficará preso por mil anos. (Ap.20:2,3)

c) Geena – É o lugar onde todos ficarão após o Julgamento do Grande Trono Branco (Ap.20:11-15). Esse lugar é chamado também de lago de fogo, a segunda morte (Ap.21:8). Lá ficarão eternamente, o diabo, a besta, o falso profeta e todos os ímpios que rejeitaram o plano de salvação que Deus providenciou (Ap.20:10; 21:8)

O inferno é real. Espero que você leitor, já tenha decidido terum compromisso verdadeiro com Jesus Cristo, pois somente pela fé Nele, estaremos livre desse lugar terrível de punição e sofrimento.

Deus não não quer que você vá pra lá!

O que fará a respeito?

Deus abençoe !

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O Batismo com o Espírito Santo

Há muita confusão hoje em dia com relação ao “batismo com o Espírito Santo”. Mas devemos recorrer à Bíblia para ter o correto entendimento dessa expressão.

Não há nenhum lugar nas Sagradas Escrituras onde podemos encontrar afirmação de que devemos buscar o batismo com o Espírito. Esse batismo não vem de busca própria, mas é uma ação automática do Espírito na vida pessoa quando ela se converte. Podemos ver isso em 1 Co.12:13, onde mostra que em um só Espírito todos os crentes foram batizados em só corpo. Independente do dom espiritual que cada crente possui, todos os crentes são batizados no Espírito, sem exceção. Se uma pessoa não foi batizada com o Espírio, ela não tem o Espírito e em Rm.8:9 diz que quem não tem o Espírito, ela não é de Deus, não é salva.

Quando é que o crente recebe o Espírito Santo ?
Como dito acima, a pessoa recebe o Espírito Santo no ato da conversão, quando ela diante de Cristo, convida a Ele para entrar em seu coração, lhe perdoar os pecados e lhe salvar (1Jo.1:9; Ap.3:20). Nesse momento glorioso, o Espírito entra na vida da pessoa para habitar alí e dirigir sua vida nova em Cristo. Como já vimos em Rm.8:9, quem não tem o Espírito Santo, consequentemente não é de Deus, não faz parte do Corpo de Cristo e não tem parte com Deus. A presença do Espírito na vida da pessoa garante a ela que Deus está com ela pela pessoa do Espírito Santo.

Conclue-se então que o batismo com o Espírito Santo está independente do dom que
o crente tenha. Não é um dom específico que mostra se a pessoa é batizada ou não com o Espírito, mas esse batismo é uma ação automática que ocorre no ato da conversão.

A prova que há de uma pessoa que possuio Espírito Santo, não é que ela "fale em línguas estranhas", ou "profetize", mas a maior prova do Batismo no Espírito Santo é uma vida separada do pecado para Deus, uma vida que abandonou o pecado e vive agora para engrandecer a Deus.

Infelizmente há muitos que se dizem "batizados no Espírito" mas que vivem uma vida totalmente a parte da vontade de Deus, pessoas que fumam, bebem, se prostituem mas que se dizem batizadas porque "falam em línguas", ou "profetizam".

Será mesmo?

A vida transformada é a maior prova da evidência e da certeza do Espirito Santo habitando na vida de uma pessoa.

Deus abençoe.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O que dizer hoje sobre o dom de línguas, revelações, etc?

O que você crê no que diz respeito aos dons de “falar em línguas”, “cura divina”, (profecias” (revelações) ?

Hoje em dia no mundo evangélico há uma distinção entre “tradicionais” (aqueles que crêem que os dons sinais cessaram) e os “pentecostais” (aqueles que crêem que os dons sinais que ocorreram no início da igreja ainda ocorrem hoje) e há um grande debate no meio evangélico a esse respeito. Os neo-pentecostais tem como objetivo “converter” os tradicionais em petencostais e eles tem conseguido bastante êxito nisso.

Para se chegar a uma conclusão bíblica a respeito desses dons sinais (falar em línguas, revelações, profecias), precisamos claro, recorrer às Escrituras e iremos notar que das passagens que mencionam o “falar em línguas” notamos que:

a) At. 2:1-13 – Menciona somente o relato histórico de que o dom de falar em línguas ocorreu, não tendo nenhum respaldo doutrinário, mas, somente histórico, ou seja, essa passagem não incentiva e nem ensina ninguém a falar em línguas, ela somente narra o acontecimento da descida do Espírito Santo e que naquela ocasião, os apóstolos falaram em línguas.

b) At. 10:46; 19:6 – Esses textos também somente mencionam o fato de que as línguas ocorreram, sendo um texto histórico sobre as línguas e não doutrinário.

c) 1 Co.12-14 – Esse texto é o único que trata as línguas de modo doutrinário. Veremos mais abaixo o conteúdo desse texto.


1 – A Natureza das Línguas:
Analisando o texto de Atos 2:1-13, iremos notar que as linguas que houveram na descida do Espírito Santo em Jerusalém, não eram línguas “estranhas” no sentido de serem línguas de anjos ou coisa semelhante, mas eram idiomas reconhecidos pelo povo.
Na ocasião, os judeus de todas as partes do mundo estavam em Jerusalém para a Páscoa e para o Pentecostes (At.2:5). Esses judeus sabiam falar pelo menos duas línguas, o grego e a língua nativa do país onde moravam. Quando o Espírito Santo desceu, Ele deu aos apóstolos a condição de falarem os idiomas desses judeus que moravam em outros países, sendo que os apóstolos nunca haviam estudado tais idiomas, mas pelo Espírito falavam das grandezas de Deus nesses idiomas. (At.2:6-12).
Então, as línguas faladas no Pentecostes não eram algarávia estática (balbuciar de fonemas sem nenhum sentido), mas eram idiomas reais e reconhecidos pelos judeus que moravam em países estrangeiros. O que hoje em dias é falado nas igrejas pentecostais são algaravia estática, são apenas fonemas, sílabas sem nenhum sentido real e que não acrescentam em nada na vida espiritual de quem fala ou ouve.

2 – O Propósito das Línguas:
Se analisarmos o textos de 1 Co.14:21,22; Mc.16:17-20; Rm.15:18,19; 2Co.12:12 e Hb.2:3,4 veremos o real propósito de Deus em dar as línguas naquela época da Igreja. Os propósitos eram três:
(1) – Evangelizar as nações gentias: (1Co.14:21)
(2) – Sinal contra a incredulidade dos judeus: (1Co.14:22)
(3) – Sinal de que os Apóstolos eram legítimos: (Mc.16:17-20; Rm.15:18,19; 2Co.12:12; Hb.2:3,4) – Sendo que somente os apóstolos ou pessoas ligadas e supervisionadas pelos apóstolos falavam em líguas, tinham revelações e faziam milagres. Fora desse aspecto, tais sinais não aconteciam. Assim, esses dons sinais serviam também para provar que os Apóstolos de Jesus eram vervadeiros.

Hoje em dia não existem mais apóstolos, a Bíblia já está toda completa (1Co.13:8-12) e toda comprovação pode ser feita pela Bíblia, sendo assim, os dons sinais são desnecessário e já não acontecem verdadeiramente nos dias de hoje.

3 – O Valor das Línguas: (1Co.14:12,26)
(1) Edificação (1Co.14:3-6) – As línguas não edificavam a igreja, mas a profecia (a pregação e proclamação da Palavra) edificava.

(2) Proveito (1Co.14:2-6) – Esse dom sinal não apresentava muito proveito pra igreja, pois não edifica a igreja como um todo.

(3) Comparações (1Co.14:7-10) – Paulo compara esse dom com instrumentos musicais sem entonação e sem distinção das notas. A música tocada fica sem ser entendida e assim, não é tirada dela nada que possa aproveitar.

(4) Idioma (1Co.14:14-17,19,22,27,28) – O idioma entendível tem mais valor nos exercícios espirituais.

Das 21 epístolas, só 1 Coríntios menciona as línguas. Em nenhuma das epístolas, ou melhor, em nenhum livro do Novo Testamento exorta o cristão a buscar o “batismo com o Espírito Santo e nem o “falar em línguas”


4 – Milagres e Sinais: (Mc.16:17-20; Hb.2:3,4; 2Co.12:12; At.2:43; 4:33; 5:12)
A respeito de milagres e sinais, é importante salientar que eles não continuam hoje em dia como existiam na época do Pentecoste e pós-pentecoste. Naquela época, os sinais e milagres foram delimitados aos apóstolos de Jesus Cristo como prova de legitimidade, de que eram realmente obras de Deus, feitas pelos seus verdadeiros apóstolos. Não havia outro meio de se comprovar isso naquela época se não fosse os milagres e sinais, pois a Bíblia ainda não estava toda completa.

5 – Doenças e Curas:
Em Tg.5:13-16, vemos duas coisas importantes sobre doenças e curas:
(1) Deus cura hoje em dia segundo a sua vontade e seu propósito;
(2) Deus cura hoje em dia através das orações dos santos

A respeito das doenças, devemos compreender que Deus não prometeu curar todas as doenças e devemos entender que Ele não tem também nenhuma obrigação de curar doenças.

Duas coisas importantes a respeito das doenças que precisamos entender:
(1) As doenças fazem parte do curso da vida;
(2) As doenças são consequências físicas da queda do homem.

Podemos ver exemplos dessas conclusões acima na Palavra de Deus:
(1) Paulo – 2Co.12:7-10; Gl.4:13,14; 6:11; Cl.4:18; 1Co.16:21; 2Ts.3:17; Fm.19
(2) Epafrodito – Fp.2:25-27
(3) Trófimo – 2Tm.4:20
(4) Timóteo – 1Tm.5:23

terça-feira, 18 de março de 2008

O que preciso ser mais na minha vida espiritual?

Hoje a mensagem é mais curta, mas ao mesmo tempo intensa. Reflita um pouco sobre sua vida espiritual e leia esses textos e veja se você tem sido esse tipo de pessoa.

Deus abençoe!

COISAS QUE PRECISO SER MAIS NA VIDA ESPIRITUAL:


1 – Ser mais espiritual que mundano: (1 Jo.2:15-17)

2 – Ser mais disposto que preguiçoso: (Pv. 6:6; 13:4; 21:25; 26:16)

3 – Ser mais espiritual que materialista: (Cl. 3:1; Mt. 6:21-33)

4 – Ser mais atento que descuidado quanto às oportunidades: (Cl. 4:5; 1Co.9:16; 2Co.5:10)

5 – Ser mais obediente que negligente no estudo da Bíblia: (2Tm. 2:15; 3:14-17; Sl. 119:11)

6 – Ser mais obediente que negligente na oração: (1Ts. 5:17; Mt. 26:41)

7 – Ser mais responsável que negligente na freqüência e pontualidade nas atividades da igreja:
(Hb. 10:25; Jo.20:19-29)

Firmo com Deus este compromisso acima citado, para ser um crente melhor na vida espiritual.

sexta-feira, 14 de março de 2008

O que a Bíblia diz sobre ser gordo sobre glutonaria?

Sei que o assunto pode causar polêmica, mas vamos refletir !

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE SER GORDO, GORDURA E GLUTONARIA ?
Muitos crentes hoje em dia passam por esse questionamento: “É pecado ser gordo ?” Muitos não tem a resposta para tal questionamento. Sabemos que muitas pessoas que são obesas, tem uma causa biológica ou patológica, pois sofrem de doenças que causam obesidade, mesmo que a pessoa não come muito. Mas muitos outros, são “gordinhos” porque comem sempre o que gostam e comem muito, além de sua fome, para saciar sua vontade de comer. Comem “com os olhos não com o estômago”. E isso é algo que devemos refletir na vida espiritual de um servo de Deus.
Esse não é um assunto muito agradável de se tratar. Os crentes, como os incrédulos, gostam de se reunir e passar tempo conversando e tendo comunhão entre si. Os pecadores recorrem à bebida para que tais encontros se completem. Já os crentes, não bebem, mas comem. A refeição em si não é o problema. Mas o problema é que todo o tipo de reunião cristã, torna-se um motivo de comer bastante guloseimas e salgados , regados a muito refrigerante alimentos prejudiciais a saúde.
Nosso objetivo aqui neste estudo não é causar pânico para os momentos de refeição dos crentes, mas colocar um alerta para todos os filhos de Deus a terem moderação em todas as coisas (Fp.4:5) e que deve ser conhecida por todos.

Nos tempos do Antigo Testamento, ser gordo era sinal de sucesso pessoal (Dt.31:20; Pv.15:30; Jr.5:28).
Para um povo a quem ter o bastante para comer era um problema constante, a gordura era sinal de abundância. É fácil ver porque a gordura era um símbolo freqüente de excelência e desejo no Antigo testamento. Os espias foram enviados a Canaã para ver se a terra era fértil, “gorda” (Nm.13:20) ou estéril.

Glutão – Pessoa que comete excessos quanto a seus hábitos alimentares. A glutonaria é mais do que comer em demasia. Em sua associação com a embriaguez, descreve uma vida entregue aos excessos (Pv.23:21; Dt.21:20).

Os dicionários associam a palavra “glutão” à palavra “guloso” que significa “viciado em comida”. E como todo vicio não é bom, o vício em comer também deve ser observado como um problema e também deve ser tratado como um problema físico e espiritual.

Vejamos os versículos na Bíblia que falam sobre o assunto e vejamos qual a visão de Deus sobre a questão de ser gordo, glutão e cometer excessos na comida:
Dt.31:20 – “Quando eu tiver introduzido o meu povo na terra que mana leite e mel, a qual, sob juramento, prometi a seus pais, e, tendo ele COMIDO, e se FARTADO, e ENGORDADO, e houver tornado a outros DEUSES, e os houver servido, e ME IRRITADO, e anulado a minha aliança;” (grifo meu)
O fato do homem ter engordado, significa que ele tenha irritado a Deus, colocando a comida ou sua apreciação pela comida como outros deuses e servindo a esses deuses ? O fato é que depois de terem comido, se fartado e engordado, ele se voltaram a outros deuses, irritando a Deus. Lembrando que ser gordo nessa época era sinal de sucesso. Queriam parecer bem sucedidos aos olhos humanos mas estavam irritando a Deus com seus excessos.

Jz.3:17-22 – “Levou o tributo a Eglom, rei dos moabitas; era EGLOM HOMEM GORDO. Tendo entregado o tributo, despediu a gente que o trouxera e saiu com ela. Porém voltou do ponto em que estavam as imagens de escultura ao pé de Gilgal e disse ao rei: Tenho uma palavra secreta a dizer-te, ó rei. O rei disse: Cala-te. Então, todos os que lhe assistiam saíram de sua presença. Eúde entrou numa sala de verão, que o rei tinha só para si, onde estava assentado, e disse: Tenho a dizer-te uma palavra de Deus. E Eglom se levantou da cadeira. Então, Eúde, estendendo a mão esquerda, puxou o seu punhal do lado direito e lho cravou no ventre, de tal maneira que entrou também o cabo com a lâmina, e, porque não o retirou do ventre, a gordura se fechou sobre ele;”
Eglom era homem gordo e pagão. Deus levantou o juiz no meio do povo de Israel para o matar e livrar Israel de sua opressão.

Pv.23:2 – “mete uma faca na garganta se és homem glutão”
Os versículos de 1 a 3 relatam o modo de proceder à mesa. Essa hipérbole mostra que a glutonaria deve ser evitada a todo custo e se necessário por meios extremos. É melhor deixar o vício da comida do que morrer. Esse é o conselho do sábio.

Pv.3:20,21 – “Não estejas entre os bebedores de vinho e os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem.”
O glutão e o beberrão são péssima companhia e o sábio nos aconselha a não estar entre eles. A consequência de seus excessos são pobreza e sonolência que o fará se vestir de trapos.

Is.10:16 – “Pelo que o Senhor, o Senhor dos Exércitos, enviará a tísica contra os seus homens, TODOS GORDOS, e debaixo da sua glória acenderá uma queima, como a queima de fogo.”
Deus iria punir os assírios enviando sobre eles a tísica (tuberculose pulmonar); uma característica desses homens maus eram que eles eram “todos gordos”. Deus puni-los por seus pecados.

Jr.5:26-29 – “Porque entre o meu povo se acham perversos; cada um anda espiando, como espreitam os passarinheiros; como eles, dispõem armadilhas e prendem os homens. Como a gaiola cheia de pássaros, são as suas casas cheias de fraude; por isso, se tornaram poderosos e enriqueceram. ENGORDAM, tornam-se nédios e ultrapassam até os feitos dos malignos; não defendem a causa, a causa dos órfãos, para que prospere; nem julgam o direito dos necessitados. NÃO CASTIGARIA EU ESTAS COISAS ? – diz o Senhor dos Exércitos; NÃO ME VINGARIA EU DE NAÇÃO COMO ESTA ?”
Um dos pecados que Judá estava cometendo era engordar (vs.28) e Deus pergunta no vs. 29 se ele não castigaria estes pecados.

Gl.5:21 – “invejas, bebedices, GLUTONARIAS e semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora vos preveni, que NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS OS QUE TAIS COISAS PRATICAM.”
O glutão não pode herdar o reino de Deus enquanto continua no seu pecado.

Tt.1:12 – “Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta, que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos.”
Os falsos mestres cretenses tinham a fama de “ventres preguiçosos”, no grego: “glutão”. Epimênides disse isso no século VI a.C.

Talvez você agora possa estar dizendo as mesmas palavras que os seguidores de Cristo após ouvirem que deveriam buscar a Ele e não os pães e peixes: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (Jo.6:60)


Conclusão:
Deus não julga a comida pecado. E nem espera que possamos depender dela pra nossa alegria e felicidade. Deus não espera de nós glutonaria, mas sim moderação.
Rm.12:3 – “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.”
2 Tm.1:7 – “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.”
Fp.4:5 – “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.”

Moderação – É auto-controle, domínio próprio, disposição que não é propensa a impulsos repentinos ou excessos.
Embora o termo raramente ocorra na Bíblia, o conceito de moderação é comum. Os fariseus não eram moderados. Jesus os descreveu dizendo: “Coais o mosquito e engolis o camelo.” (Mt.23:24). Eles davam ênfase a aspectos menores da lei, mas deixavam de lado as questões mais importantes.
Ao contrário deles, os crentes em Cristo devem ser moderados em todas as coisas e áreas da vida.

Vamos praticar Fp.4:5 e encarar o desafio de fazer nossa moderação no comer ser conhecida de todos os homens.