quinta-feira, 1 de maio de 2008

O que a Bíblia fala sobre o Céu ?

A Bíblia fala sobre o céu como um lugar maravilhoso e extraordinário. Vejamos algumas características do céu que a Bíblia nos mostra:

a) O céu é um lugar espiritual (Ap.21:1-3)
É impossível a qualquer pessoa viva fisicamente poder ver ou participar do céu. Ele é um lugar espiritual e não físico. O crente só tem condições de ver e participar literalmente do céu após a sua morte ou após a volta de Cristo.

b) O céu é o lugar da habitação de Deus (Ap.21:3)
O anfitrião é o próprio Deus. Em vida aqui na terra, nós não temos condições de imaginar como Deus é; apenas sabemos que Ele é espírito (Jo.4:24). O céu é o lugaro onde Deus reina, observa e dirige seu povo nesta mundo e onde Ele sustenta todas as coisas.

c) O céu é o lugar onde não existe tristeza nem sofrimento (Ap.21:4)
O céu é um maravilhoso oposto desse mundo que vivemos onde há tantas tristezas, dores e prantos. Deus tem o desejo de enxugar pessoalmente toda lágrima de seus filhos ao chegarem no seu novo lar celestial eterno.

d) O céu é o lugar onde está a cidade santa (Ap.21:9-11)
A cidade santa é a Nova Jerusalém que desce do céu. Essa maravilhosa cidade tem muralhas de pedras preciosas (vs.19-21) e toda a cidade é de ouro puro (vs.18)

e) O céu é o lugar onde não há noite, nem luz (Ap.21:23-25)
Lá a luz elétrica não existe. Toda a iluminação vem da glória de Deus.

f) O céu é o lugar onde não há pecado (Ap.21:27; 22:3)
Nada contaminado pelo pecado penetrará neste magnífico lugar.

Como o céu é o lugar da habitação de Deus, Ele tem também o propósito de fazer desse maravilhoso lugar, a habitação de seus filhos (Ap.21:27; Jo.14:1-6)

Somente aqueles que tem seus pecados perdoados e lavados pelo sangue de Jesus e o nome escrito no Livro da Vida poderão passar sua eternidade no céu. (Ap.20:11-15; 21:27)

Você já está pronto para ir pra lá?

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O que a Bíblia fala sobre o Inferno?

A Bíblia tem praticamente muito mais a falar do inferno que do céu. A ênfase é dada para alertar as pessoas sobre a realidade do inferno e do céu e dos eternos e graves prejuízos de acabar indo para este terrível lugar de punição e sofrimento eterno.
A Bíblia apresenta várias características do inferno. Vejamos algumas:

a) O inferno é um lugar de extremo sofrimento eterno (Ap.20:10; Mc.9:43-48)
O sofrimento é extremo porque o nível do sofrimento é o mais alto; “fogo inextinguível” (Mc.9:43); “onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga” (Mc.9:44,46,48). Além de ser o mais alto nível de sofrimento, ele também não tem fim.

b) O inferno é um lugar de remorso (Lc.16:19-31)
Nesta passagem, vemos o rico transtornado e cheio de remorso por não ter decidido, em vida, mudar sua situação e agora naquele lugar de tormento, nada mais podia ser feito e só lhe restava sofrer. Sua situação era impossível de ser alterada.

c) O inferno é um lugar de vergonha e horror (Dn.12:2)
Esse texto mostra a realidade da ressurreição e a realidade que uns serão ressuscitados para estar eternamente na vergonha e no horror eterno.

d) O inferno é um lugar de desespero (Pv.11:7)
Quando o incrédulo morre, sua esperança também morre, ficando no lugar da esperança, o desespero, pois tal pessoa sabe que nunca mais ela poderá sair daquela situação triste e terrível, daquelas dores, sofrimentos, gritos e gemidos que serão companhia eterna para ele.

e) O inferno é um lugar de escuridão (2 Pe.2:17)
Essa passagem fala dos falsos profetas e do lugar que lhes espera após a morte; um lugar de trevas negras e eternas.

É importante considerar também o fato de que Deus criou o inferno para o diabo e seus anjos. Quando usaram o seu livre-arbítrio para decedir em obedecer a Deus ou não, Deus deixou claro que haveria consequências para quem decidisse escolher a não servi-lo. Os anjos que desobedeceram, juntamente com seu líder, Satanás, tiveram um lugar especialmente criado para passarem sua eternidade, e esse lugar é o inferno (Mt.25:41).

É importante salientar que a Bíblia mostra que há divisões no inferno:
a) Hades ou Seol
– É o lugar de punição onde estão os não salvos que já morreram.

b) Tártaro – É o lugar de punição onde estão os demônios. É o lugar onde o diabo ficará preso por mil anos. (Ap.20:2,3)

c) Geena – É o lugar onde todos ficarão após o Julgamento do Grande Trono Branco (Ap.20:11-15). Esse lugar é chamado também de lago de fogo, a segunda morte (Ap.21:8). Lá ficarão eternamente, o diabo, a besta, o falso profeta e todos os ímpios que rejeitaram o plano de salvação que Deus providenciou (Ap.20:10; 21:8)

O inferno é real. Espero que você leitor, já tenha decidido terum compromisso verdadeiro com Jesus Cristo, pois somente pela fé Nele, estaremos livre desse lugar terrível de punição e sofrimento.

Deus não não quer que você vá pra lá!

O que fará a respeito?

Deus abençoe !

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O Batismo com o Espírito Santo

Há muita confusão hoje em dia com relação ao “batismo com o Espírito Santo”. Mas devemos recorrer à Bíblia para ter o correto entendimento dessa expressão.

Não há nenhum lugar nas Sagradas Escrituras onde podemos encontrar afirmação de que devemos buscar o batismo com o Espírito. Esse batismo não vem de busca própria, mas é uma ação automática do Espírito na vida pessoa quando ela se converte. Podemos ver isso em 1 Co.12:13, onde mostra que em um só Espírito todos os crentes foram batizados em só corpo. Independente do dom espiritual que cada crente possui, todos os crentes são batizados no Espírito, sem exceção. Se uma pessoa não foi batizada com o Espírio, ela não tem o Espírito e em Rm.8:9 diz que quem não tem o Espírito, ela não é de Deus, não é salva.

Quando é que o crente recebe o Espírito Santo ?
Como dito acima, a pessoa recebe o Espírito Santo no ato da conversão, quando ela diante de Cristo, convida a Ele para entrar em seu coração, lhe perdoar os pecados e lhe salvar (1Jo.1:9; Ap.3:20). Nesse momento glorioso, o Espírito entra na vida da pessoa para habitar alí e dirigir sua vida nova em Cristo. Como já vimos em Rm.8:9, quem não tem o Espírito Santo, consequentemente não é de Deus, não faz parte do Corpo de Cristo e não tem parte com Deus. A presença do Espírito na vida da pessoa garante a ela que Deus está com ela pela pessoa do Espírito Santo.

Conclue-se então que o batismo com o Espírito Santo está independente do dom que
o crente tenha. Não é um dom específico que mostra se a pessoa é batizada ou não com o Espírito, mas esse batismo é uma ação automática que ocorre no ato da conversão.

A prova que há de uma pessoa que possuio Espírito Santo, não é que ela "fale em línguas estranhas", ou "profetize", mas a maior prova do Batismo no Espírito Santo é uma vida separada do pecado para Deus, uma vida que abandonou o pecado e vive agora para engrandecer a Deus.

Infelizmente há muitos que se dizem "batizados no Espírito" mas que vivem uma vida totalmente a parte da vontade de Deus, pessoas que fumam, bebem, se prostituem mas que se dizem batizadas porque "falam em línguas", ou "profetizam".

Será mesmo?

A vida transformada é a maior prova da evidência e da certeza do Espirito Santo habitando na vida de uma pessoa.

Deus abençoe.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O que dizer hoje sobre o dom de línguas, revelações, etc?

O que você crê no que diz respeito aos dons de “falar em línguas”, “cura divina”, (profecias” (revelações) ?

Hoje em dia no mundo evangélico há uma distinção entre “tradicionais” (aqueles que crêem que os dons sinais cessaram) e os “pentecostais” (aqueles que crêem que os dons sinais que ocorreram no início da igreja ainda ocorrem hoje) e há um grande debate no meio evangélico a esse respeito. Os neo-pentecostais tem como objetivo “converter” os tradicionais em petencostais e eles tem conseguido bastante êxito nisso.

Para se chegar a uma conclusão bíblica a respeito desses dons sinais (falar em línguas, revelações, profecias), precisamos claro, recorrer às Escrituras e iremos notar que das passagens que mencionam o “falar em línguas” notamos que:

a) At. 2:1-13 – Menciona somente o relato histórico de que o dom de falar em línguas ocorreu, não tendo nenhum respaldo doutrinário, mas, somente histórico, ou seja, essa passagem não incentiva e nem ensina ninguém a falar em línguas, ela somente narra o acontecimento da descida do Espírito Santo e que naquela ocasião, os apóstolos falaram em línguas.

b) At. 10:46; 19:6 – Esses textos também somente mencionam o fato de que as línguas ocorreram, sendo um texto histórico sobre as línguas e não doutrinário.

c) 1 Co.12-14 – Esse texto é o único que trata as línguas de modo doutrinário. Veremos mais abaixo o conteúdo desse texto.


1 – A Natureza das Línguas:
Analisando o texto de Atos 2:1-13, iremos notar que as linguas que houveram na descida do Espírito Santo em Jerusalém, não eram línguas “estranhas” no sentido de serem línguas de anjos ou coisa semelhante, mas eram idiomas reconhecidos pelo povo.
Na ocasião, os judeus de todas as partes do mundo estavam em Jerusalém para a Páscoa e para o Pentecostes (At.2:5). Esses judeus sabiam falar pelo menos duas línguas, o grego e a língua nativa do país onde moravam. Quando o Espírito Santo desceu, Ele deu aos apóstolos a condição de falarem os idiomas desses judeus que moravam em outros países, sendo que os apóstolos nunca haviam estudado tais idiomas, mas pelo Espírito falavam das grandezas de Deus nesses idiomas. (At.2:6-12).
Então, as línguas faladas no Pentecostes não eram algarávia estática (balbuciar de fonemas sem nenhum sentido), mas eram idiomas reais e reconhecidos pelos judeus que moravam em países estrangeiros. O que hoje em dias é falado nas igrejas pentecostais são algaravia estática, são apenas fonemas, sílabas sem nenhum sentido real e que não acrescentam em nada na vida espiritual de quem fala ou ouve.

2 – O Propósito das Línguas:
Se analisarmos o textos de 1 Co.14:21,22; Mc.16:17-20; Rm.15:18,19; 2Co.12:12 e Hb.2:3,4 veremos o real propósito de Deus em dar as línguas naquela época da Igreja. Os propósitos eram três:
(1) – Evangelizar as nações gentias: (1Co.14:21)
(2) – Sinal contra a incredulidade dos judeus: (1Co.14:22)
(3) – Sinal de que os Apóstolos eram legítimos: (Mc.16:17-20; Rm.15:18,19; 2Co.12:12; Hb.2:3,4) – Sendo que somente os apóstolos ou pessoas ligadas e supervisionadas pelos apóstolos falavam em líguas, tinham revelações e faziam milagres. Fora desse aspecto, tais sinais não aconteciam. Assim, esses dons sinais serviam também para provar que os Apóstolos de Jesus eram vervadeiros.

Hoje em dia não existem mais apóstolos, a Bíblia já está toda completa (1Co.13:8-12) e toda comprovação pode ser feita pela Bíblia, sendo assim, os dons sinais são desnecessário e já não acontecem verdadeiramente nos dias de hoje.

3 – O Valor das Línguas: (1Co.14:12,26)
(1) Edificação (1Co.14:3-6) – As línguas não edificavam a igreja, mas a profecia (a pregação e proclamação da Palavra) edificava.

(2) Proveito (1Co.14:2-6) – Esse dom sinal não apresentava muito proveito pra igreja, pois não edifica a igreja como um todo.

(3) Comparações (1Co.14:7-10) – Paulo compara esse dom com instrumentos musicais sem entonação e sem distinção das notas. A música tocada fica sem ser entendida e assim, não é tirada dela nada que possa aproveitar.

(4) Idioma (1Co.14:14-17,19,22,27,28) – O idioma entendível tem mais valor nos exercícios espirituais.

Das 21 epístolas, só 1 Coríntios menciona as línguas. Em nenhuma das epístolas, ou melhor, em nenhum livro do Novo Testamento exorta o cristão a buscar o “batismo com o Espírito Santo e nem o “falar em línguas”


4 – Milagres e Sinais: (Mc.16:17-20; Hb.2:3,4; 2Co.12:12; At.2:43; 4:33; 5:12)
A respeito de milagres e sinais, é importante salientar que eles não continuam hoje em dia como existiam na época do Pentecoste e pós-pentecoste. Naquela época, os sinais e milagres foram delimitados aos apóstolos de Jesus Cristo como prova de legitimidade, de que eram realmente obras de Deus, feitas pelos seus verdadeiros apóstolos. Não havia outro meio de se comprovar isso naquela época se não fosse os milagres e sinais, pois a Bíblia ainda não estava toda completa.

5 – Doenças e Curas:
Em Tg.5:13-16, vemos duas coisas importantes sobre doenças e curas:
(1) Deus cura hoje em dia segundo a sua vontade e seu propósito;
(2) Deus cura hoje em dia através das orações dos santos

A respeito das doenças, devemos compreender que Deus não prometeu curar todas as doenças e devemos entender que Ele não tem também nenhuma obrigação de curar doenças.

Duas coisas importantes a respeito das doenças que precisamos entender:
(1) As doenças fazem parte do curso da vida;
(2) As doenças são consequências físicas da queda do homem.

Podemos ver exemplos dessas conclusões acima na Palavra de Deus:
(1) Paulo – 2Co.12:7-10; Gl.4:13,14; 6:11; Cl.4:18; 1Co.16:21; 2Ts.3:17; Fm.19
(2) Epafrodito – Fp.2:25-27
(3) Trófimo – 2Tm.4:20
(4) Timóteo – 1Tm.5:23

terça-feira, 18 de março de 2008

O que preciso ser mais na minha vida espiritual?

Hoje a mensagem é mais curta, mas ao mesmo tempo intensa. Reflita um pouco sobre sua vida espiritual e leia esses textos e veja se você tem sido esse tipo de pessoa.

Deus abençoe!

COISAS QUE PRECISO SER MAIS NA VIDA ESPIRITUAL:


1 – Ser mais espiritual que mundano: (1 Jo.2:15-17)

2 – Ser mais disposto que preguiçoso: (Pv. 6:6; 13:4; 21:25; 26:16)

3 – Ser mais espiritual que materialista: (Cl. 3:1; Mt. 6:21-33)

4 – Ser mais atento que descuidado quanto às oportunidades: (Cl. 4:5; 1Co.9:16; 2Co.5:10)

5 – Ser mais obediente que negligente no estudo da Bíblia: (2Tm. 2:15; 3:14-17; Sl. 119:11)

6 – Ser mais obediente que negligente na oração: (1Ts. 5:17; Mt. 26:41)

7 – Ser mais responsável que negligente na freqüência e pontualidade nas atividades da igreja:
(Hb. 10:25; Jo.20:19-29)

Firmo com Deus este compromisso acima citado, para ser um crente melhor na vida espiritual.

sexta-feira, 14 de março de 2008

O que a Bíblia diz sobre ser gordo sobre glutonaria?

Sei que o assunto pode causar polêmica, mas vamos refletir !

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE SER GORDO, GORDURA E GLUTONARIA ?
Muitos crentes hoje em dia passam por esse questionamento: “É pecado ser gordo ?” Muitos não tem a resposta para tal questionamento. Sabemos que muitas pessoas que são obesas, tem uma causa biológica ou patológica, pois sofrem de doenças que causam obesidade, mesmo que a pessoa não come muito. Mas muitos outros, são “gordinhos” porque comem sempre o que gostam e comem muito, além de sua fome, para saciar sua vontade de comer. Comem “com os olhos não com o estômago”. E isso é algo que devemos refletir na vida espiritual de um servo de Deus.
Esse não é um assunto muito agradável de se tratar. Os crentes, como os incrédulos, gostam de se reunir e passar tempo conversando e tendo comunhão entre si. Os pecadores recorrem à bebida para que tais encontros se completem. Já os crentes, não bebem, mas comem. A refeição em si não é o problema. Mas o problema é que todo o tipo de reunião cristã, torna-se um motivo de comer bastante guloseimas e salgados , regados a muito refrigerante alimentos prejudiciais a saúde.
Nosso objetivo aqui neste estudo não é causar pânico para os momentos de refeição dos crentes, mas colocar um alerta para todos os filhos de Deus a terem moderação em todas as coisas (Fp.4:5) e que deve ser conhecida por todos.

Nos tempos do Antigo Testamento, ser gordo era sinal de sucesso pessoal (Dt.31:20; Pv.15:30; Jr.5:28).
Para um povo a quem ter o bastante para comer era um problema constante, a gordura era sinal de abundância. É fácil ver porque a gordura era um símbolo freqüente de excelência e desejo no Antigo testamento. Os espias foram enviados a Canaã para ver se a terra era fértil, “gorda” (Nm.13:20) ou estéril.

Glutão – Pessoa que comete excessos quanto a seus hábitos alimentares. A glutonaria é mais do que comer em demasia. Em sua associação com a embriaguez, descreve uma vida entregue aos excessos (Pv.23:21; Dt.21:20).

Os dicionários associam a palavra “glutão” à palavra “guloso” que significa “viciado em comida”. E como todo vicio não é bom, o vício em comer também deve ser observado como um problema e também deve ser tratado como um problema físico e espiritual.

Vejamos os versículos na Bíblia que falam sobre o assunto e vejamos qual a visão de Deus sobre a questão de ser gordo, glutão e cometer excessos na comida:
Dt.31:20 – “Quando eu tiver introduzido o meu povo na terra que mana leite e mel, a qual, sob juramento, prometi a seus pais, e, tendo ele COMIDO, e se FARTADO, e ENGORDADO, e houver tornado a outros DEUSES, e os houver servido, e ME IRRITADO, e anulado a minha aliança;” (grifo meu)
O fato do homem ter engordado, significa que ele tenha irritado a Deus, colocando a comida ou sua apreciação pela comida como outros deuses e servindo a esses deuses ? O fato é que depois de terem comido, se fartado e engordado, ele se voltaram a outros deuses, irritando a Deus. Lembrando que ser gordo nessa época era sinal de sucesso. Queriam parecer bem sucedidos aos olhos humanos mas estavam irritando a Deus com seus excessos.

Jz.3:17-22 – “Levou o tributo a Eglom, rei dos moabitas; era EGLOM HOMEM GORDO. Tendo entregado o tributo, despediu a gente que o trouxera e saiu com ela. Porém voltou do ponto em que estavam as imagens de escultura ao pé de Gilgal e disse ao rei: Tenho uma palavra secreta a dizer-te, ó rei. O rei disse: Cala-te. Então, todos os que lhe assistiam saíram de sua presença. Eúde entrou numa sala de verão, que o rei tinha só para si, onde estava assentado, e disse: Tenho a dizer-te uma palavra de Deus. E Eglom se levantou da cadeira. Então, Eúde, estendendo a mão esquerda, puxou o seu punhal do lado direito e lho cravou no ventre, de tal maneira que entrou também o cabo com a lâmina, e, porque não o retirou do ventre, a gordura se fechou sobre ele;”
Eglom era homem gordo e pagão. Deus levantou o juiz no meio do povo de Israel para o matar e livrar Israel de sua opressão.

Pv.23:2 – “mete uma faca na garganta se és homem glutão”
Os versículos de 1 a 3 relatam o modo de proceder à mesa. Essa hipérbole mostra que a glutonaria deve ser evitada a todo custo e se necessário por meios extremos. É melhor deixar o vício da comida do que morrer. Esse é o conselho do sábio.

Pv.3:20,21 – “Não estejas entre os bebedores de vinho e os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem.”
O glutão e o beberrão são péssima companhia e o sábio nos aconselha a não estar entre eles. A consequência de seus excessos são pobreza e sonolência que o fará se vestir de trapos.

Is.10:16 – “Pelo que o Senhor, o Senhor dos Exércitos, enviará a tísica contra os seus homens, TODOS GORDOS, e debaixo da sua glória acenderá uma queima, como a queima de fogo.”
Deus iria punir os assírios enviando sobre eles a tísica (tuberculose pulmonar); uma característica desses homens maus eram que eles eram “todos gordos”. Deus puni-los por seus pecados.

Jr.5:26-29 – “Porque entre o meu povo se acham perversos; cada um anda espiando, como espreitam os passarinheiros; como eles, dispõem armadilhas e prendem os homens. Como a gaiola cheia de pássaros, são as suas casas cheias de fraude; por isso, se tornaram poderosos e enriqueceram. ENGORDAM, tornam-se nédios e ultrapassam até os feitos dos malignos; não defendem a causa, a causa dos órfãos, para que prospere; nem julgam o direito dos necessitados. NÃO CASTIGARIA EU ESTAS COISAS ? – diz o Senhor dos Exércitos; NÃO ME VINGARIA EU DE NAÇÃO COMO ESTA ?”
Um dos pecados que Judá estava cometendo era engordar (vs.28) e Deus pergunta no vs. 29 se ele não castigaria estes pecados.

Gl.5:21 – “invejas, bebedices, GLUTONARIAS e semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora vos preveni, que NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS OS QUE TAIS COISAS PRATICAM.”
O glutão não pode herdar o reino de Deus enquanto continua no seu pecado.

Tt.1:12 – “Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta, que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos.”
Os falsos mestres cretenses tinham a fama de “ventres preguiçosos”, no grego: “glutão”. Epimênides disse isso no século VI a.C.

Talvez você agora possa estar dizendo as mesmas palavras que os seguidores de Cristo após ouvirem que deveriam buscar a Ele e não os pães e peixes: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (Jo.6:60)


Conclusão:
Deus não julga a comida pecado. E nem espera que possamos depender dela pra nossa alegria e felicidade. Deus não espera de nós glutonaria, mas sim moderação.
Rm.12:3 – “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.”
2 Tm.1:7 – “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.”
Fp.4:5 – “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.”

Moderação – É auto-controle, domínio próprio, disposição que não é propensa a impulsos repentinos ou excessos.
Embora o termo raramente ocorra na Bíblia, o conceito de moderação é comum. Os fariseus não eram moderados. Jesus os descreveu dizendo: “Coais o mosquito e engolis o camelo.” (Mt.23:24). Eles davam ênfase a aspectos menores da lei, mas deixavam de lado as questões mais importantes.
Ao contrário deles, os crentes em Cristo devem ser moderados em todas as coisas e áreas da vida.

Vamos praticar Fp.4:5 e encarar o desafio de fazer nossa moderação no comer ser conhecida de todos os homens.

quarta-feira, 12 de março de 2008

O Impacto de Uma Conversão mais cedo na vida - A 2ª Geração de Cristãos (Parte 2)

1.3 – A Segunda Geração é poupada de inconveniências (1 Tm. 2:9-15)

“Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas). A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine , nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio. Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva. E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso. ” (1 Tm. 2:9-15)
Paulo trata aqui de inconveniências ocasionais no culto público e trata de como resolver e instruir.
Fica claro que ele fala especificamente de inconveniências tidas por mulheres e fala de sua posição no culto público. J. N. D. Kelly diz: “Embora suas observações (de Paulo) se conformem geralmente com as diatribes convencionais contra a extravagância feminina, o que provavelmente está em primeiro lugar na sua mente é a impropriedade de suas mulheres explorarem seus encantos físicos em tais ocasiões, bem como os distúrbios emocionais eles tendem a causar aos seus parceiros masculinos na adoração.”3
Mulheres que desde crianças, estão sendo criadas dentro da Palavra, dentro do ambiente cristão em casa, e dentro de igrejas, elas não terão esse tipo de problema de inconveniência no culto público, pois elas já terão os princípios corretos de como se comportar dentro desses ambientes.
Elas não usarão roupas inconvenientes dentro da igreja e nem em casa, ou na rua, pois sabemos que a roupa apropriada para a igreja, deve ser também a mesma roupa apropriada para a rua e em casa.
Fica óbvio saber que mulheres que não tiveram esses princípios aprendidos desde crianças, terão dificuldades de aplicar tais costumes de vestuário em sua vida, pois acham normal mostrar muito o corpo por causa de roupas transparentes ou decotadas, mas a Segunda geração de mulheres cristãs, são poupadas de tais inconveniências, mas isso não quer dizer serão imunes, pois depende do tipo de instrução que a mãe recebe da igreja e do tipo de instrução que ela transmite às filhas.

1.4 – A Segunda Geração é poupada de conflitos de testemunho (1 Tm.3:2-7)

“É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo. ” (1 Tm. 3:2-7)
Nesta passagem vemos que Paulo fala das qualificações do bispo, mas é claro que não somente o bispo deve ter tais qualificações, mas sim, todos os crentes que mantém um compromisso firme com Cristo.
A Segunda Geração de cristãos é beneficiada com tais ensinos, de ser irrepreensível, ou seja, não ter nada em sua conduta que o desabone, esposo de uma só mulher, onde o homem devotará seu amor e atenção conjugal apenas à mulher amada que Deus concede, sem disposição à bebedeiras, imperando a sobriedade. A Segunda geração é criada sob disciplina e isso fará parte também da terceira geração e assim por diante.
Imaginemos então se cada ser humano tivesse a oportunidade de nascer num lar cristão e ter tais ensinamentos fundamentados em seu caráter desde crianças. Teríamos o melhor lugar para se viver neste mundo. Mas muitas vezes a falta de instrução, ou crentes provenientes de famílias desestruturadas tendem a viver conflitos de testemunho nessa área.


Deus abençoe !

terça-feira, 11 de março de 2008

O Impacto de Uma Conversão mais cedo na vida - A 2ª Geração de Cristãos (Parte 1)

INTRODUÇÃO:

Um grande privilégio para uma pessoa é ter a oportunidade de nascer dentro de uma família que já conhece a salvação e que pode desde pequena ser ensinada e instruída na Palavra de Deus.
É sobre essa segunda geração de cristãos que iremos ver nestes textos, podendo contemplar todo o potencial que eles podem usufruir por conhecerem a verdade desde cedo e dos problemas que podem ser evitados, desde que certas normas de conduta sejam ensinadas e aplicadas.
Veremos todo a oportunidade de progresso que uma pessoa pode ter apenas por ter nascido num berço cristão e todas as bençãos que ela pode desfrutar em vez de usufruir prazeres momentâneos do pecado.
Um privilégio que muitos tem, mas que poucos realmente desfrutam em sua total capacidade e condição.
Vejamos, então, daqui em diante, todas as bençãos que os crentes da segunda geração podem desfrutar e os problemas pelos quais eles podem ser poupados.


1 – PROBLEMAS QUE A SEGUNDA GERAÇÃO DE CRISTÃOS NORMALMENTE NÃO PASSAM:

1.1 – A Segunda Geração é poupada de falsas doutrinas (1 Tm. 1:3,4)
“Quando eu estava de viagem, rumo a Macedônia, te roguei permane-cesses ainda em Éfeso para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina, nem se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que, antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé.” (1 Tm. 1:3,4)
Vemos nesta passagem, Paulo aconselhando Timóteo a admoestar aqueles que estavam se desviando da verdade por causa de doutrina falsa ou que focaliza outra coisa ou pessoa ao invés de Cristo.
Ele não fala quem são as pessoas que estavam fazendo isso, “são referidos, de modo vago porém com mau presságio, como “certas pessoas”, mas podemos Ter certeza de que havia pouca dúvida na mente de Timóteo ou da congregação em geral, quanto à identidade deles.” 1
Mas o fato é que quando os pais crentes instruem seus filhos desde criança na Palavra de Deus e esses filhos crescem enraizados nos princípios bíblicos, dificilmente (não quer dizer impossível), ele abraçará uma doutrina oposta ou contrária a das Escrituras.
Se desde pequeno, os filhos conhecerem a verdade e sendo ajudados pelos pais a praticarem esses princípios bíblicos, eles rejeitarão rapidamente qualquer ensino que vá contra tudo aqui que eles ouviram e aprenderam na sua infância e tudo que eles conhecem com relação a Deus e a Bíblia.

1.2 – A Segunda Geração é poupada de ignorância e incredulidade
(1 Tm.1:12-13)
“Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor; que me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade.” (1 Tm. 1:12,13)
É muito interessante notar que o apóstolo Paulo mesmo como um judeu fariseu, foi “blasfemo, perseguidor e insolente”.
“Tinha sido, noutro tempo, blasfemo, não somente em pessoalmente negar a Cristo com também em forçar outros a seguirem seu exemplo (At. 26:11). Tinha sido perseguidor e insolente, acossando a igreja e seus membros.” 2
São pecados comuns entre os incrédulos e que podem trazer consequên-cias e sequelas àquele que está cometendo esses pecados.
A nova geração de cristãos podem ter esse tipo de atitude completamente fora de suas experiências na vida, pois elas desde pequenas serão instruídas dentro da Palavra e conhecerão os pecados, não dando chance a si mesmas de pecarem por ignorância, ou seja, pecarem por não terem o conhecimento de que tal coisa é pecado, como blasfêmias, insolência e perseguições.
Também não cairão no pecado da incredulidade, da oportunidade de não crêr na Palavra ou nas promessas de Deus, pois desde crianças, estarão convivendo com o cumprimento das promessas de Deus.
Não quer dizer que são imunes, mas quer dizer que podem ser poupadas se forem bem instruídas.


(continua amanhã)

Deus abençoe !

Pr. Ricardo