quinta-feira, 3 de maio de 2012

CRISTO NOSSA CIDADE DE REFÚGIO


CRISTO NOSSA CIDADE DE REFÚGIO
David Buffaloe

“E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” (2Cor 5.18). É muito triste quando o crente se esquece da Pessoa a quem ele deve
lealdade. Nós que somos cristãos deveríamos gastar cada momento de cada dia louvando a Deus, pois quem dentre nós merece dádiva tão grande? Pecamos e entristecemos o Senhor, porém ele nos mostra graça extraordinária (Tg 4.6).

Não importa a gravidade de nosso pecado, não importa quão deplorável seja a ofensa, a graça de Deus é suficiente (2Co 12.9). Se nossos pecados forem como um rio, a graça divina será o oceano para onde o rio corre. Se nossa separação de Deus for tão vasta como o céu e da terra, o que é isto para o Criador do espaço infinito? Sua vida engole nossa morte, seu amor preenche cada necessidade que temos. Como é poderoso o Deus a quem servimos!

Nenhum cristão verdadeiro pode se esquecer jamais de onde veio. Ao nos reconciliar consigo por meio de Jesus Cristo, Deus nos ofereceu muito — inclusive o mistério da reconciliação. Que ministério é este? Se você foi salvo pela fé em Jesus Cristo, você é chamado por Deus para ajudar outros a encontrá-lo; Jesus
Cristo é o seu Sumo Sacerdote, e se você é salvo, então faz parte de sua família sacerdotal. Jesus Cristo é o seu Refúgio e você, querido leitor, deve fazer todo o possível para encaminhar outros ao mesmo Refúgio.

No Antigo Testamento, Deus nos providenciou as “cidades de refúgio” como exemplos maravilhosos do nosso ministério de reconciliação. Assim que Israel se estabeleceu na Terra prometida, Deus mandou que os sacerdotes escolhessem seis lugares para serem cidades de refúgio. Se, por acidente, alguém matasse outra pessoa, o sangue deveria ser vingado, pois era este o costume. O “vingador do sangue” perseguiria o ofensor, e este correria pela Estrada de salvação do Rei. Se o ofensor chegasse à cidade de refúgio antes de ser pego pelo vingador, estaria salvo enquanto permanecesse na cidade.

Além de administrar as cidades de refúgio, os sacerdotes também tinham a responsabilidade de manter a Estrada do Rei livre de empecilhos que levassem o fugitivo a cair. O caminho para as cidades de refúgio eram bem marcados, para que o fugitivo não ficasse perdido. Ele corria por uma estrada limpa até a cidade de refúgio mais próxima, caso contrário, a culpa seria dos sacerdotes.

Querido leitor, a cidade de refúgio é uma sombra no Antigo Testamento de Deus nosso refúgio. A estrada para a Cidade é uma sombra no Antigo Testamento da fé em Jesus Cristo. A Bíblia diz: “Mas o SENHOR foi o meu alto retiro; e o meu Deus, a rocha em que me refugiei” (Sl 94.22), e também: “E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7.14). Algumas pessoas se aventuram por uma estrada que não leva ao Refúgio, e o vingador do sangue não será detido.

Nós que estamos no Refúgio somos ministros da reconciliação. Queremos deixar a estrada desimpedida para o pecador, e certamente não vamos atirar nenhuma pedra no Caminho. Só há dois passos para
o céu. O primeiro é sairmos de nós mesmos e passarmos para Cristo; o segundo é passarmos de Cristo para o céu. Que nós, os que somos de Jesus, permaneçamos focados nesse abençoado ministério que ele nos deu.

(Pulpit Helps)

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