quarta-feira, 7 de março de 2012

Parábola das Duas Notas

Num banco, duas notas esperavam sua vez de correr pelo mundo. Uma era de pouco valor, somente um dólar; a outra era uma nota de mil dólares. [Nota do tradutor: As notas de mil dólares não circulam mais; são objetos de colecionadores.]


Enquanto esperavam lado a lado, as notas começaram a falar sobre suas utilidades.
A nota de um dólar murmurou: “Ah, se eu fosse tão grande como você, faria tantas coisas boas. Iria a lugares importantes, e as pessoas cuidariam bem de mim por onde quer que eu fosse. Todos me admirariam e iam querer me levar pra casa. Mas sendo tão pequena, o que posso fazer de bom? Ninguém se importa comigo. Sou insignificante demais para ser usada”.

“Você tem razão!”, respondeu a nota de mil, e desdenhosamente juntou suas bordas bem aparadas que estavam junto à nota pequena, sem esconder sua superioridade.
“Você tem toda razão. Se você fosse tão valiosa quanto eu – que sou mil vezes maior que você – então poderia realizar algum benefício para o mundo”. E deu um sorriso cheio de desprezo pela nota de um.


Nesta hora o caixa pegou a nota de um, pequena e murmuradora, e com gentileza a entregou a uma viúva pobre. “Que Deus abençoe você”, ela respondeu ao caixa, com um sorriso. “Agora posso comprar uns pãezinhos para meus filhos famintos.” Um arrepio de alegria percorreu a nota de um, dobrada na mão da viúva, e ela sussurrou: “Mesmo pequena, posso fazer algo de bom”. E ao ver o rosto alegre dos filhos
da viúva, a nota ficou muito feliz por ajudar, ainda que só um pouco.


A nota de um começou sua jornada de benfeitorias. Primeiro, foi parar nas mãos do padeiro que fez o pão. Depois, foi para o lavrador, depois para o dono do moinho. Seguiu, então, para o empregado, para o médico e para o pastor. Por onde passava, levava prazer, acrescentando conforto e alegria às pessoas. Por fim, após uma longa, longa peregrinação de utilidade entre todos os tipos de pessoas, a nota retornou ao banco, toda amassada, deformada, rasgada e amaciada pelo uso diário.


Vendo que a nota de mil continuava na gaveta, sem quase nenhuma ruga ou marca de dedo, a notinha perguntou: “Diga-me, senhora, qual tem sido sua missão de utilidade?
Com tristeza a “notona” respondeu: “Fui de um cofre para outro, entre os ricos, onde poucos me viram, pois tinham medo de me usar rapidamente, não queriam me perder. Na verdade, fiz a alegria de poucas pessoas em minha missão”.

A nota de um dólar replicou: “Vejo agora que é muito melhor ser pequena e andar pela multidão fazendo o bem do que ser tão grande que é necessário ficar aprisionada em cofres de poucas pessoas”. E a notinha descansou satisfeita com seu destino.


(Evangelical Christian)





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